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Estradas da vida FILME - Ontem eu passei por um momento que me lembrou o comecinho do filme da Amelie Poulain. Estava arrumando a minha agenda de telefones, que fica num arquivo no computador, quando vi o nome e telefone de Austregésilo Carrano. Eu deveria ter apagado / deletado, mas não consegui (ao contrário do que ocorre no filme, em uma cena rápida). PRESENTES - Por falar em filme, hoje ganhei "Hair" da minha irmã. Apesar de já ter ouvido falar muitas vezes, ainda não assisti esse musical. Programa para o final de semana. Se der tempo. Também ganhei - da minha mãe - um relógio de pulso e um daqueles quadros para colocar fotos. Mania de dar presente antecipado. VIAGEM - Hoje fiquei pensando: fui contratada no dia 02/06. Se daqui exatamente um ano eu estiver no O Diário e tirar férias, quero curtir uma festa junina no Nordeste. Sempre quis. (A coisa mais difícil de ser contratada vai ser ficar sem poder viajar). É, então, Ansiedade é o meu sobrenome. LEITURA - Há pouco tempo, pedi ao Ramari que me emprestasse o livro Jornalismo Cultural. Não sei porquê, mas eu ainda não havia lido esse. Fiquei me sentindo uma tosca por ainda não ter lido os clássicos, não ter visto os filmes mais importantes, não acompanhar os suplementos literários do Brasil e do mundo. Estou longe ... FOBIA - Passo mal quando entro em livrarias e bibliotecas. Fico deprimida. Ali eu percebo o quanto sou ignorante, o quanto ainda me falta. Minha ignorância se agrava quando em contraste com a profissão que eu escolhi seguir. E olha que eu ainda não sou das piores... mas isso não me serve de consolo. PAUTA - Se você tem uma sugestão de pauta fria para um caderno cultural maringaense, mande para mim. Não é todo dia que a gente consegue bolar alguma coisa legal. Escrito por Rachel Coelho às 22h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pensa numa pessoa que chegou às 8h30 na redação e saiu de lá quase 19h. Essa sou eu. Sexta-feira é um dia danado, porque fechamos as edições de sábado e domingo e, como somos apenas dois repórteres, ficamos sobrecarregados. O bom é que saí com a sensação de que fiz um trabalho legal. No ônibus, aproveitei a longa viagem para dar uma lida na revista Bravo! do mês, com o Wagner Moura na capa. Ela chegou numa época corrida, acabei nem lendo. Eu tinha emprestado para o Ramari, ele me devolveu e só hoje eu trouxe para casa (porque saí do trabalho direto pra casa). Aí estava lendo e achei uma parte que me chamou a atenção, por ser simples e, ao meu ver, ao mesmo tempo genial. Leia: "E, assim, Transamba - ou seja lá qual for o nome definitivo - vai tomando forma. O único senão é que essa aventura de Caetano não deve sair do Rio de Janeiro. (...) Comenta-se que Caetano estaria cansado das viagens das turnês. Gostaria que agora seus fãs é que viajassem para vê-lo. Como atravessa um período criativo incrível, cercado de boas companhias e prometendo surpresas a cada episódio, só resta informar que o Vivo Rio fica do lado do aeroporto Santos Dumont." Talvez soe meio nada a ver para quem não tenha lido a matéria inteira, mas eu achei muito legal encerrar o texto assim. Nunca me esqueço de um texto da Bravo em que o autor começa falando das cores dos vestidos das atrizes na festa de abertura de uma novela, para falar de Sônia Braga, que estava de vermelho. Também achei demais. Quando eu crescer, quero achar essas sacadas para os meus textos. Aliás ... Passei por uma fase em que recebi alguns comentários desfavoráveis ao meu jeito de escrever. Teve até um amigo que se disponibilizou para dar uns toques sobre isso, com a melhor das intenções. Fiquei em crise. Rs! *** No texto de baixo, eu quis dizer que fiz o pedido pela SAÚDE de um amigo. Mesmo que Santo Antonio não seja o mais indicado, eu achei que não precisava pedir um namorado. Escrito por Rachel Coelho às 22h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ESTRANGEIRA NO LAR - Hoje estou feliz por ter chegado em casa antes das 22h. Isso está se tornando fato raro, tanto quanto almoçar ou jantar em casa. Deve fazer pelo menos um mês que eu só como fora, pois durante o mês de junho passei todos os finais de semana em Londrina e, de segunda a sexta, tenho chegado sempre muito mais tarde que o esperado e faço as refeições em outros lugares, principalmente no shopping. Sinto-me no dever de acompanhar tudo o que tem rolado na cidade. SEMANA - Na segunda-feira eu fui, pela primeira vez, na famosa festa junina do Seu Zico. É uma festa tradicional, que ocorre desde 1982. Foi muito bacana. Estive lá com o fotógrafo Walter Fernandes e as fotos dele estamparam a minha página Vibe sobre o assunto. Encontrei o meu querido Marcelo Bulgarelli e sua esposa Ana, que fazia tempo que eu não via. Fiz o pedido no pau-de-Santo Antonio. Não pedi namorado, pedi pela ajuda de um amigo. Na terça-feira eu fui no último dia do Convite à Dança, ver o espetáculo "Sintaxe à vontade", do Grupo Erastos, dirigido por Nara Dutra. Achei muito bacana o trabalho, esse é o grupo que eu mais gosto na cidade, mas fiquei absurdamente incomodada com o comportamento do público (falo mais sobre isso em outro tópico). E ontem fui com amigos ver "A bela adormecida", com o Balé de São Petersburgo. Foi muito bonito: ótimos bailarinos (as), figurino e cenário lindos, música boa, mas achei que não precisava durar 3h. Mas, sabe como é ... eu sou muito mais a dança contemporânea. Não sou das mais fãs de balé clássico / de repertório. HOJE - Foi um dia chato. Não tive nenhuma pauta para fazer. Não consegui cavar um assunto e nem fazer uma descoberta genial pra amanhã. Pra outro dia, talvez. As pautas factuais ficaram todas com o Massalli. Nem sempre a gente consegue dividir direito. Estou muito cansada hoje, com fome e sono e querendo ficar em casa mesmo. Inferno astral. ONTEM - Ontem foi aniversário do meu grande e saudoso amigo André Moreira. Se ele soubesse a saudade que eu tenho dele ... espero que tudo já esteja bem, onde quer que ele esteja. VIVOS - E foi aniversário também das queridinhas Michely Cruz e Alyne Pesco, mas eu não tive tempo de ligar. Pretendo fazer isso hoje. Aliás, estou em falta com elas. Michelinha teve bebê e eu nem fui conhecer o menino Santiago. Vida longa e muita saúde pra ele, que teve pressa de vir pra esse mundão doido aqui. RESTO DE FILO - Meu festival foi uma loucura. No primeiro final de semana, a organização do evento pagou a minha ida e a minha hospedagem. Voltei segunda de manhã de carona com o Julio Pretto e economizei uma passagem. No outro final de semana, fui de ônibus, fiquei na casa do Anderson Loof e voltei de carona com um pessoal de Maringá, que fechou um ônibus. No meio da semana, fui de ônibus ver Peter Brook, fiquei na Milena e voltei no outro dia cedo, de ônibus. Por fim, fui de ônibus, fiquei sem teto, porque a Milena não entrou na peça que íamos ver juntas e foi pro Cabaré. Aí dormi na casa da Célia na sexta e no sábado, na casa de um novo amigo. No domingo, voltei de carona com a Lú e o João. Foi bem econômico!! Escrito por Rachel Coelho às 18h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] FIM - Vez ou outra ainda me pego pensando na Pituxa, a cachorra que ficou conosco quase 15 anos e essa semana se foi. Que triste é isso. Fui procurar uma foto dela para colocar no orkut e havia tão poucas. Aí, como sempre acontece em casos de perda, pensei que poderia ter aproveitado melhor a sua presença em vida. VALOR - E fiquei pensando sobre o porquê de nunca darmos o valor que poderíamos dar às coisas que temos e, assim que as perdemos, nos damos conta disso. E quando falo em "coisa", me refiro também às pessoas, animais e objetos. FILO - Tenho ido para Londrina nos finais de semana para curtir o Filo. Está ótimo. Assisti peças boas, outras nem tanto. Exemplos de coisas que gostei: "L'Oratorio de Aurelia", "Besouro cordão-d-ouro" (vi pela segunda vez), "Jurujujaja: el desastre continua", "Umbral", "La fin des terres" e "Saudade em terras d'água" (vi pela quarta vez). Também gostei do texto de "O natimorto - um musical silencioso" e achei bonitinho "Bistouri" e "Manologias". SAUDADE - Esse espetáculo me comove demais. É uma das coisas mais bonitas que já vi na vida. Não resisti e fui ver novamente, porque sempre temos outra percepção de uma obra quando a revisitamos. A primeira vez que vi esse espetáculo eu quase morri de chorar. Aliás, chorei loucamente no teatro e saí com aquela vontade de continuar chorando. Foi no CCBB do Rio. Um senhor que eu conheci em minhas tardes solitárias disse que eu precisava ver e me comprou o ingresso, que custou R$ 5. SEGUNDA - A segunda e a terceira vez que vi foi no Festival Internacional de Belo Horizonte, há dois anos. E, agora, tão perto de casa. Deixei de ver "Fragments", do Peter Brook, para ver Saudades de novo. Claro que amanhã preciso ir a Londrina para ver a última apresentação do Brook, que a galera comentou que é demais. VOLTA - A propósito, eu tenho ido meio por conta pro Filo. No primeiro final de semana eu consegui hospedagem no Hotel Crystal, pago pelo evento. Aproveitei ao máximo meus dias de vip. Em compensação, neste final de semana fiquei na casa de um amigo, o que acabou gerando um certo stress na hora de ir embora por que não tinha ninguém por lá para eu deixar a chave. CARONA - Foi uma galera de Maringá pro Filo no domingo. Eles fretaram um ônibus e um microônibus. Pedi carona. O problema é que por causa do lance da chave eu fiz com que eles se atrasassem e alguns ficaram bem indignados com isso. Um deles, inclusive, foi super grosseiro comigo. Fiquei com vontade de xingá-lo de todos os nomes, mesmo me sentindo mal por fazer com que eles esperassem. É terrível levar essa vida de pobre. A gente passa por cada situação... EDUCAÇÃO - E esse episódio também me lvou a refletir sobre a questão da educação. Eu sempre achei que quem freqüentasse teatro fosse naturalmente gentil e educado. Precisei freqüentar festivais para descobrir que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nossa, como tem gente mal educada por aí... FESTIVAIS - E estão saindo as programações dos festivais de São José do Rio Preto e Porto Alegre (que é só em setembro). Nessas horas eu tenho saudade da liberdade de poder viajar... mas o trabalho está muito bacana, apesar da dificuldade de bolar pautas. A gente vai levando, procurando dar total atenção para os eventos bacanas que rolam por aqui. BONECOS - Um exemplo é o Festival de Teatro de Bonecos, que teve sua segunda edição entre os dias 8 e 15 de junho. Pelo que eu acompanhei durante a semana, foi um evento legal. Gostei particularmente do espetáculo "O princípio do espanto", da Morpheu Teatro 12 (SP), uma montagem que investiga a relação entre boneco e ator. Achei tocante. É a história de um boneco que parece ter vida própria. Ele descobre os objetos e descobre a si mesmo, numa relação de encantamento com o mundo. E, nessa descoberta, descobre também que atrás de si tem alguém que o manipula. Fofo. Escrito por Rachel Coelho às 19h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] MÚSICA - Tenho ouvido alguns CDs que ganhei durante o Femucic. Fico maravilhada com a qualidade da música brasileira que não está na grande mídia. Tem muita gente por aí com total condição de estar no topo das paradas, mas parece que o povo gosta mesmo é de outras coisas... Aliás, qual é o requisito para fazer sucesso? Tem muita gente boa que não chega ao conhecimento do povo. MADE IN PARAÍBA - O CD do Beto Brito é maravilhoso, tenho ouvido "Imbolê" quase todo dia. Ele é nascido no interior do Piauí, mora em João Pessoa (PB), já lançou três discos e tem músicas em duas coletâneas internacionais. Uma figura querida que me deu um puta estímulo: teve coragem de pegar carona comigo e disse que eu nem dirijo tão mal. Rs! AGORA - No momento, o que está tocando é o doce e suave "Atemporal", do paulista Adolar Marin. Este ano, foi a quinta vez que ele veio ao Femucic, mas a primeira que trocamos idéia, fizemos matéria e sáímos juntos, numa galera animada. Bom demais. Hoje andei procurando um pessoal na internet, tipo no Trama Virtual, My Space e afins. RÁDIO - Estou cogitando um programa na Rádio Universitária. Falei com o coordenador da rádio e ele curtiu muito a proposta. A idéia é ter o Femucic como gancho, tocando os CDs do festival, além de CDs de músicos que já participaram ao longo dessas 30 edições. Tenho bastante material e acredito que daria muito certo. A idéia ainda está só na cabeça, mas logo vai pro papel e, se tudo der certo, pro ar. FESTIVAL - Essa semana frequentei o Festival de Cinema, no Maringá Park Shopping. Apesar de achar as salas desconfortáveis, vi filmes bacanas: "O garoto cósmico", "A Via Láctea", "O cão sem dono", "Helena Meirelles", "O côco, a roda, o pneu e o farol", "Olhar estrangeiro", "O sal da terra" e alguns poucos curtas. Pro ano que vem, o organizador Pery de Canti promete novidades. E VEM AÍ - O Festival de Teatro de Bonecos, de 8 a 15 de junho, promovido pelos resistentes Danilo Furlan, Rô Fagundes e Sandro Maranho. Segunda faremos matéria e eu terei mais informações. Por enquanto, estou confiando na competência e na boa vontade deles. Só sei que a abertura vai ficar por conta da Cia. Gente Falante (RS), com "Circo Minimal", que esteve no Filo do ano passado. É um espetáculo feito para sete pessoas de cada vez e dura apenas quatro minutos, numa lona que será montada em plena praça da Catedral. Aguardem! Escrito por Rachel Coelho às 18h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] MORTE - Essa semana faleceu Austregésilo Carrano. Ele escreveu "Canto dos Malditos", o livro auto-biográfico que inspirou "Bicho de sete cabeças", filme dirigido pela Laís Bodanzky. Protagonizado por Rodrigo Santoro, que provou que vai além do rostinho bonito, o filme me comove muito e é um dos meus favoritos entre as produções nacionais. TRISTEZA - Lembro de ter visto o filme duas vezes em eventos promovidos pelo curso de Psicologia em Maringá. Nas duas ocasiões, Carrano foi convidado para comandar um debate sobre sua luta contra o sistema manicomial. Quando eu imaginava que todo aquele sofrimento visto na tela era real e tinha sido vivido por alguém que estava tão perto de mim, chorava ainda mais. Nunca deixo de me emocionar ao ver essa obra. ENCONTRO - E em um desses eventos conheci Carrano, um cara muito gente-fina. Trocamos telefone e eu cheguei a procurá-lo em uma ida a Curitiba, onde ele morava, com a mãe. Chegamos a sair juntos para tomar uma cerveja no Parque Barigui, acho que há uns dois anos. Na época, ele me falou sobre seus problemas com a venda dos livros, que são proibidos até hoje. A eterna briga com a justiça, creio, agora acabou. Não é qualquer um que topa encarar adversários tão perigosos. E EU - Não tenho o livro. Lamento profundamente saber que o cara que superou preconceitos, hospícios e choques elétricos foi levado rapidamente por um câncer no fígado. Taí uma doença que me intriga. MILAGRE - Uma amiga da minha mãe, a Zezé, uma pessoa querídissima, teve câncer. Lembro de ver minha mãe arrasada ao saber que o estado da amiga era gravíssimo. Ela chegou a retirar partes de órgãos comprometidos. Se morresse, Zezé deixaria duas filhas adotadas sozinhas no mundo. As meninas estavam em desespero. Minha mãe fez uma promessa, que cumpriu recentemente nas romarias de Corpus Christy, lá na cidade de Lunardelli. E viva a Zezé, uma heroína, guerreira, que merece viver! ENFIM - Depois de dois anos de contato, eis que O Diário resolveu me contratar. Com a saída de dois repórteres, eu acabei entrando para o caderno cultural, enquanto Thiago Ramari passou para o primeiro caderno. Estou muito feliz por, finalmente, estrear a minha carteira de trabalho. Até então, eu só tive trabalhos informais. HISTÓRIA - Entrei no O Diário em 2006 para cobrir o Femucic. Logo em seguida, fui cobrir o Filo e já voltei de Londrina como jornalista do programa de incentivo à leitura O Diário na Escola, que publicava uma página semanal. Durante o tempo que se seguiu, cheguei a fazer dois testes, trabalhar de graça e cobrir festivais, como o de Londrina, São José do Rio Preto, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro, além de outros eventos especiais em Maringá ou fora (como o Cirque du Soleil e a temporada do Teatro Oficina em Quixeramobim/CE e Canudos/BA). Foram muitos momentos bons e marcantes, mas eu estava precisando de um emprego fixo e com salário maior. LADO RUIM - Tudo na vida tem esses dois lados. Agora perco a liberdade de viajar e cobrir festivais. Acho que nem no Filo eu vou este ano, apesar da proximidade, do aniversário de 40 anos de resistência, da importância do evento e de um possível convite. Uma pena. Queria muito ir e a programação me parece ótima. Vou ver se consigo ir pelo menos nos finais de semana. O evento rola de 4 a 22 de junho. PRÊMIO - E meu querido amigo Thiago Ramari acaba de ganhar o 2º lugar no Prêmio Sangue Novo, com seu TCC sobre o Caso Barão, que estou lendo calmamente. Ele merece! Fiquei muito feliz, pois sei que ele está feliz e que um prêmio sempre é bom, né? Desejo que, na sua volta, o caderno de Cidades não o torture demais. DESAFIO - Difícil é bolar pautas que fujam de um jornalismo de agenda, numa cidade que não oferece tantas atividades assim. Aceito sugestões!
Escrito por Rachel Coelho às 18h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] EVENTO – Fui convidada para acompanhar a 3ª Mostra de Dança Contemporânea em Umuarama. Fiquei lá nos primeiros dias do evento, de 16 a 18 de maio. Gostei muito do que vi: equipe de produção enxuta, mas competente. Apesar do baixo orçamento, a mostra é bem realizada e gostei dos espetáculos que assisti. ESPETÁCULOS – O primeiro foi “Contemporânea Brasilidade”, da Cia. Khoros (RJ); depois vi “Dream – se sonhando o corpo fosse”, de Elenita Queiroz (Campinas / SP) e, por fim, “Pouco acima”, da Cia. Suspensa (MG). Este último deu uma provocada na platéia, pela inovação que o grupo propõe: movimentar-se em cadeiras suspensas a três metros de altura. Legal. MAIO – Neste mês eu nem me sinto moradora de Maringá. Tem tanta coisa para fazer que dá para ficar confuso. O Femucic coincidiu com os primeiros dias do Festival de Cinema, acabei perdendo o coquetel de abertura com os homenageados Cacá Diegues e Letícia Sabatella. Foi a primeira vez que fui convidada. FEMUCIC – Perdi o coquetel por que escolhi o que era mais importante para mim: o Festival de Música Cidade Canção (Femucic) que considero o melhor evento que acontece em Maringá. Os organizadores souberam fazer com que o festival criasse sua própria identidade, ao contrário de promotores de outros eventos, que querem dar passo maior que a perna. COLEGAS – O festival foi, praticamente, um reencontro de amigos queridos. Muita gente que veio este ano já esteve aqui em edições anteriores, como João Correia, João de Lima, Adeildo Vieira, Vavá Ribeiro, Adolar Marin, Geraldo Junior, Roberto Bach, Alex Duarte, Guilherme Costa, Joãozinho Gomes. Fora aqueles que já vieram, mas com quem eu não tive muito contato, como Beto Santos, Claudio Farias, Willian Nazário, Sirlei Leonardo e outros. MOMENTOS – O Femucic teve uma edição maravilhosa. Pra mim, foi bem melhor do que a anterior, que ficou no ritmo lento. Dessa vez teve mais diversidade de estilos musicais, inclusive hip hop e heavy metal, que eu vejo pouco no palco do festival. Achei incrível essa falta de preconceitos. Resta ver o que vai entrar no CD e no DVD. Fui todas as noites e me diverti muito. MENOS – Mas confesso que na primeira noite saí em crise, pois meu livro não estava na exposição comemorativa dos 30 anos. Além disso, tive um dia cansativo: corri atrás de alguns músicos com quem eu queria falar, tinha uma página inteira disponível e acabou não dando tempo de soltar matéria. Fiquei chateada, mas depois deu tudo certo. DEFESA – Eu defendi no meu livrinho – que foi meu trabalho de conclusão do curso de jornalismo, lançado em 2003, quando o festival completou 25 anos – que o Femucic deveria ter mais cobertura por parte da imprensa, sobretudo mostrando mais sobre a história e a carreira dos artistas que passam por aqui, quase sempre ótimos. Foi o que eu tentei fazer este ano, embora não tenha ficado totalmente satisfeita com o resultado. PERFECCIONISTA – Eu sou muito auto-crítica. Nem para o livro eu consigo olhar mais. Hoje faria muitas coisas diferentes e tenho pensado em continuar registrando essa história, mesmo que não role uma publicação em breve. Sou perfeccionista em tudo que eu faço, por isso parece que nada está bom. DIREÇÃO – Resolvi pegar o carro durante o Femucic para dar umas voltas com a galera. Nossa senhora, como eu dirijo mal! Ainda sou muito insegura, mas estou melhorando. Agora preciso pegar mais o carro, pra ver se a prática ajuda a tirar o medo e a barbeiragem. Quase bati num carro importado em plena Avenida Tiradentes. BALADA – Maringá me envergonha às vezes. Saí várias vezes com os músicos do Femucic em busca de um lugar em que pudéssemos beber e fazer um som. Foi difícil: ou é boate, ou é bar onde não pode tocar, ou o lugar fecha cedo demais ou já tinha alguma dupla sertaneja se apresentando. Rolou um agito legal no MPB na quinta, pois duas bandas do Femucic tocaram lá e rolou uma canja. Depois, na sexta, uma parte dos músicos tocou na praça mesmo. E sábado, foi o Santo Bar quem nos acolheu por um tempo e depois nos expulsou. Escrito por Rachel Coelho às 15h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Notas com títulos (imitando Bulga) FESTA - Hoje comemoramos, na Pizzaria Pepperoni, o aniversário de Thiago Ramari e Eliana, colegas de trabalho. Foi uma reunião gostosa, com poucas pessoas: Ju Fontanella, Dayse Hess e marido, Maíla, Maria, Grazi e Fisher. Parabéns, meninos! MAMA - Vou passar o Dia das Mães sem minha véia, mas é por uma boa causa: ela vai estar em Curitiba, com o meu irmão. Segunda é aniversário dele. PEREGRINAÇÃO - E saiu ontem a reportagem sobre os 61 anos de Maringá. Aquela que fez o Ramari, Ivan, Luiz Fernando e Ricardo Lopes caminharem por toda a cidade, de leste a oeste e de norte a sul. Adorei o caderno. Ficou um texto literário, gostoso de ler, com estilos diferentes para cada repórter. Achei uma bela homenagem a Maringá, que pode virar livro em breve. POLICIAL - Estou lendo o trabalho de conclusão de curso do Ramari, sobre o "Caso Barão". Pelo livro-reportagem, ele foi indicado ao Prêmio Sangue Novo, o mais importante do jornalismo paranaense. A entrega dos prêmios vai ser dia 30, espero que ele ganhe o 1º lugar (mas pelo menos o 3º já é garantido). ESTRÉIA - Domingo passado fui na primeira exibição do Cineclube da Faculdade Maringá. Deu gosto de ver: auditório cheio e o filme foi o excelente "Cinema, Aspirinas e Urubus". Espero que o projeto siga firme e forte. Na quinta, fui ao CinUem assistir "Quanto mais quente melhor" e quase morri de rir. Adorei. O debate foi comandado pelo Ramari e foi ótimo também. DIA - A matéria campeã em trabalho, a que eu mais me matei para fechar (extrapolando o deadline) foi a de quinta, dia 8, sobre o Dia do Artista Plástico. Quando cheguei na redação e pude ver a página, descobri que ia precisar preencher duas páginas. Tive dificuldade para encontrar algumas fontes e precisei escrever quase 10 mil caracteres. Ouvi os artistas Zanzal Mattar, Jorge Pedro, Nivaldo Tonon e Carlos Emar Mariucci. O resultado me agradou muito, tanto o texto quanto a diagramação. EXPECTATIVA - Recebi release do Filo. Algumas atrações já foram confirmadas. A matéria com mais informações sai essa semana, provavelmente na quarta. Vem muita coisa boa por aí. E adianto: pode ser que role uma extensão em Maringá. O contato está sendo feito, agora é cruzar os dedos. CONVITE - Recebi convite para conhecer a Mostra de Dança Contemporânea de Umuarama. A assessoria de imprensa é a Jacke Seglin, que também assessora o Filo. A programação parece boa e quero tentar ir, mas tudo depende de conseguir entrar num acordo com os editores, Jary e Dayse (e adiantar material para poder viajar). Lá também vai rolar um festival de teatro em breve. Escrito por Rachel Coelho às 02h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pensando a cultura Semana de Exposição Agropecuária na cidade. Entrevista com Léo & Giba, matéria com Tchê Garotos, erro de informação no serviço do show, ligação até do Procon e de uma assessora de imprensa bastante antipática (do tipo que marca coletiva duas horas antes do show). Ossos do ofício. Tenho pensado no quanto os jornalistas não podem ter preconceitos. Na verdade, teoricamente, seria muito bom se ninguém tivesse. Só que isso é uma coisa inerente ao ser humano: as pessoas têm preconceito com aquilo que não gostam. Eu estou aprendendo, diariamente, a valorizar o trabalho de todas as pessoas, seja uma dupla sertaneja, uma banda de rock ou um cineasta independente. Tô me sentindo muito bem assim. Um assunto costantemente em pauta nas rodas de conversa tem sido a questão da cultura em Maringá. Reitero aqui a minha opinião: estou otimista. Sinto que está havendo uma transformação bastante evidente, para quem acompanha o cenário desde a década de 90. Flor Duarte está fazendo uma boa gestão como secretária de cultura, oferecendo eventos com regularidade e que estão cumprindo a função de educar o público. Antigamente, o povo em Maringá não era pontual e não sabia se comportar dentro de um teatro. Hoje a situação é outra. Toda terça tem 'Convite à Dança', toda quinta tem 'Convite à Música' (sempre erudita) e toda sexta tem 'Convite ao Teatro'. Existem os tradicionais festivais: de corais, de música e de cinema (e tem o festival de teatro de bonecos, que ainda não se sabe se vai rolar este ano ou não, por falta de grana, já que a Lei de Incentivo está parada). A sétima arte parece uma obsessão maringaense: projeto Um Outro Olhar, CinUem, CineMarx e, desde domingo passado, o Cineclube da Faculdade Maringá, comandado pelo incansável agitador cultural Paulo Petrini. Isso para não falar nos jovens que fazem curtas e longas de baixo orçamento. Temos uma filial do Projeto Guri, única no Estado; um cenário musical interessante, com bandas independentes; e artistas plásticos muito bons também (pelo menos para os meus olhos leigos). Na minha opinião, a dança e o teatro são os que sofrem mais no quesito qualidade, embora existam grupos e academias de sobra por aí. As produções locais precisam melhorar muito e acho que existem condições para isso, desde que sejam humildes. Esses artistas precisam deixar de preguiça (e comodismo). Falta trazer mais shows com preços acessíveis e espetáculos de qualidade, por que quanto mais o povo ver teatro, mais crítico vai ficar. Falta teatro de rua, com o qual o povo não sabe lidar. E o que vai acontecer quando Flor sair do cargo? Quem mais tem competência para ocupar este cargo na cidade? Por que, sinceramente, eu não gostaria que o prefeito fosse reeleito, mas não pode haver um retrocesso, é preciso encontrar alguém que dê continuidade aos projetos iniciados pela Flor. Já é hora de pensar nisso. Escrito por Rachel Coelho às 01h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Semana em Maringá Tenho trabalhado um monte. Essa semana voltei pra equipe do D+, enquanto o Ramari foi caminhar pela cidade de leste a oeste para uma reportagem especial pro caderno de aniversário de Maringá. Foi uma semana tranquila. Na terça fui ao Convite à Dança ver "Abraço de Câmara", da Rocio Infante. Cheguei atrasada e tivemos dificuldade para entrar, mas deu certo. Não sei se foi uma boa idéia. Achei o espetáculo chato, sem sentido, modernoso demais. Sabe aquelas coisas que tem luz fosforescente, nudez e coisa desconexa só pra dizer que é experimental? É quase isso. De qualquer forma, acho importante que esse tipo de coisa fique em cartaz na cidade, pra causar estranhamento e "acostumar" o público com o diferente. Maringaense só vê coisas muito tradicionais (e olha lá). Não está preparado pro novo. Na sexta vi o Convite ao Teatro, com "Peripécias circenses", do Circo Teatro Sem Lona. Como eu já esperava, não é ruim mas é fraco. Acho que ainda falta habilidade para que eles se considerem circenses. São bons dentro daquilo que se faz na cidade, mas não acho que sejam a última coca-cola do deserto. Também acompanhei o elenco do Mágico de Oz numa intervenção na Santa Casa. Lá, descobri que personagem não dá entrevista. Sim, não consegui falar com os atores simplesmente por que eles estavam caracterizados como personagens. Aff! A peça é boazinha, mas perdeu muito sendo adaptada para a realidade local. Os cenários rotatórios, por exemplo, não vieram. O balão que fica em cena também não. O diretor deu uma palestra onde deixou transparecer todo o seu lado blasé. Ui! E é isso. Que venham as próximas semanas. PS: agora é definitivo, não faço mais O Diário na Escola. Não recebi sequer obrigado da equipe do programa. Escrito por Rachel Coelho às 22h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Virada Cultural No final de semana passada, eu e Thiago Ramari fomos a São Paulo acompanhar a Virada Cultural. Foi um evento maravilhoso e uma grande experiência para nós. Saímos daqui com uma excursão da UEM, pela qual pagamos R$ 100. Organização não é muito o forte do povo, então o ônibus saiu com três horas de atraso (mais de uma hora da manhã). O Thiago estava com mais dois amigos, a Maíla e o Diego (gente muito legal). A viagem foi mais ou menos tranquila, apesar de eu ter me irritado um pouco com os neo-hippies metidos a loucões. Não tenho mais idade nem paciência pra pessoas que não respeitam o espaço do outro e só querem saber de beber e fumar maconha. Chegamos lá em cima da hora de pegar a credencial, num lugar em que nem sabíamos chegar. Ligamos avisando do nosso atraso e partimos para o terminal parque Dom Pedro, onde pegamos outro ônibus pra Pinheiros. Nem foi tão difícil achar e nós logo perceberíamos que as credenciais fariam toda a diferença. Com ela, ficamos numa área destinada à imprensa, entre o palco e o público. Deu pra ver os shows bem de perto, sem ser esmagado pela multidão. Pegamos um hotel bem no centro, em plena avenida São João (local onde foi instalado um dos principais palcos do evento). O Hotel Caravelas parecia estar em reforma, é bem simples e foi suficiente para o que precisávamos: deixar as coisas, tomar um banho e fingir que descansavámos, pois o barulho do palco era tanto que seria impossível dormir. Eu já quase nem dormi na viagem, só cochilei. Com a credencial na mão e depois de uma breve passagem pelo Bar da Brahma, almoçamos no restaurante Vovó Helena e esperamos a hora do primeiro show, às 18h, com a cabo-verdiana Cesaria Evora. Depois, eu e Maíla pegamos senha pro espetáculo "Passo", de Antonio Nóbrega, na Galeria Olido. O espetáculo foi maravilhoso, pena que perdemos a ciranda final para sair correndo pro show da Gal Costa. Não tinha como perder um show de graça de um dos maiores nomes da MPB. Foi bacana. Depois, de novo, eu e Maíla fomos andar atrás de uma peça de teatro. Finalmente conheci a famosa Praça Roosevelt. Queria ter visto a peça dos Parlapatões, mas estava lotada. Como nos perdemos (e andamos muito) só deu tempo de ver "Minha nossa", que nem curti muito. Quem nos colocou pra dentro foi o bilheteiro, meu colega Ricardo Leandro. Minha primeira matéria quando voltei do Festival de Curitiba e comecei o teste foi sobre ele (aquela que o editor-chefe classificou na crítica diária como "um samba-do-crioulo-doido"). Ricardo me disse que seu irmão chorou lendo a matéria e que sua mãe também ficou emocionada, por que ambos acompanharam a sua luta. (...) Depois da peça, voltamos para ver o show dos Mutantes, marcado pras 3h. Não gostei da nova cantora, acho que ela não tem nada a ver com o espírito da banda, nem a voz, nem a postura de palco e nem mesmo o visual. Achei gospel demais. Depois do show (quase 5h da manhã), tentamos dormir, mas às 6h já tinha outro show no palco. Tomamos café (que, por sinal, não deixou a desejar) e partimos pro show do Teatro Mágico, às 9h. O show foi excelente, todos nós amamos. Depois, conversamos com alguns integrantes da banda, inclusive o sr. Odácio (da lojinha e pai do vocalista). O tal do Fernando Anitelli é que nos fez esperar muito, enquanto batia papo com os colegas. Mas valeu. Depois ainda rolou lanche na feira da praça da República (eu comi tapioca de queijo e o Thiago comeu tapioca pela primeira vez); o maravilhoso show de Arnaldo Antunes; a Orquestra Imperial e a Fernanda Takai, quando eu já estava podre. Para voltar, rolou um certo stress. Os 'desorganizadores' do ônibus marcaram o encontro para 19h, em frente a Catedral da Sé. De lá, andamos quilômetros (desnecessários) até o ônibus. Acho que eles se esqueceram que os ônibus têm rodas. E ainda precisamos passar mais 3h esperando para sair, com o desespero de chegar em Maringá na segunda e ter que ir direto trabalhar. E foi o que aconteceu conosco: 9h já estávamos na redação (mas é que os ripongos não deviam ter que trabalhar no dia seguinte, por isso estavam sossegados e até tiraram sarro do nosso desespero). Thiago escreveu um texto mais geral sobre o evento e eu escrevi sobre o Teatro Mágico, matéria que desde o início eu queria fazer. Depois trocamos e revisamos o texto um do outro, fazendo correções que nos permitiram assinar os textos junto (até porque fizemos tudo juntos, inclusive as entrevistas). Teve repercussão: conheci uma moça que tem o vocalista da banda tatuado nas costas. Ela ficou muito agradecida pela matéria e seu agradecimento foi publicado no jornal. O editor-chefe também nos deu os parabéns na crítica e disse que a cobertura mostra que estamos antenados com o que está acontecendo por aí. Ver SP como nós vimos foi uma das melhores surpresas da viagem: as pessoas andando sem medo pelas ruas, sem se preocupar com horário e sinalização. Crianças brincando em plena madrugada, metrô funcionando a noite toda e o quase insuportável cheiro de latrina no dia seguinte, além da sujeira. Vimos uma Sampa transformada. Escrito por Rachel Coelho às 22h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ontem foi meu primeiro dia como repórter dos suplementos. A dinâmica é totalmente outra, e a editora também (Dayse Hess). Espero que dê certo e que seja bom. Tenho um mês pela frente. Também descobri que devo escrever mais uma página do O Diário na Escola. Ontem também tive uma noite, no mínimo, diferente. Fui com o Tico, a mãe dele (Helena), a tia dele (Cida), o irmão dele (Rodrigo) e a cunhada, além do Leandro, ao bar do pai dele, o Moacir. Ou seja: um programa familiar. Teve show de música sertaneja e uma canja da Márcia Mara. Apesar de ser um estilo bem diferente do meu, a noite foi divertida. Ontem também saiu a lista de selecionados do Femucic. Alguns nomes já são meus conhecidos (e queridos). Acho que vai ser uma edição gostosa, comemoração de 30 anos. E eu fico pensando em como sobreviver a três dias de ócio em casa. Já marquei compromisso para amanhã com Evie, Michely e Tico. Escrito por Rachel Coelho às 18h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] E no dia seguinte... ... no blog do Marcelo Bulgareli... "VIBE Enfim ... Um dia a gente não cita um nome importante, no outro dia o nosso crédito não é dado na matéria que escrevemos. É assim que funciona. Nunca deixo de me lembrar do meu caríssimo editor Bulgareli. Ele diz: "o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã". A gente tenta fazer um bom trabalho, mas não adianta. O povo quer mesmo é ler a página policial e a coluna social. Sigo firme e forte, buscando minhas pautas (é um verdadeiro trabalho de garimpo). Aceito sugestões. :) Escrito por Rachel Coelho às 21h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] QUERIDO DIÁRIO ... rs! Hoje o ônibus de volta pra casa atrasou 20 minutos. Eu ia ao cinema, mas mudei de idéia. Nenhum dos filmes em cartaz me cativou. Comecei mal o dia. Garganta doendo (porque não consigo dormir sem ventilador, mesmo no frio), estava chovendo e eu não gosto de chuva. Depois, minha matéria sobre feiras na Vibe, que deu um trabalho considerável, saiu sem meu nome. Fiquei chateada, mas parece que o Geordano ficou mais ainda, então relaxei. Hoje foi publicada minha última página do O Diário na Escola, depois de quase dois anos de trabalho. Foi sobre Tiradentes, herói e mártir brasileiro. Ainda estou esperando que alguém venha falar comigo a respeito de minha saída. Nem o coordenador do programa, nem a minha substituta vieram dar tchau. Fiz duas entrevistas do D+ hoje, mas amanhã não sai nenhuma matéria minha. Estou preparando pro final de semana e, possivelmente, meus últimos dias de O Diário (até dia 22). Programava uma viagem no feriado prolongado, mas não vai rolar. Não sei o que fazer com três dias de ócio. Acho que estou viciando em trabalho (ou precisando de um namorado). Passo muito mais tempo do que o necessário no O Diário. Chego sempre às 8h30 e saio quase 18h, às vezes até mais tarde. Tenho me apegado àquilo lá e isso não é bom. Estou me dando muito bem com o Thiago Ramari e, mais do que nunca, com o Fábio Massalli. Acho muito bacana isso: ter amigos no ambiente de trabalho, ainda que seja um trabalho temporário. Um tem ajudado o outro e acho que estamos fazendo um caderno legal. Ontem saiu a minha matéria sobre fanzines. Deu um pouco de trabalho porque eu tive que fuçar bastante para encontrar os caras. Como eu já imaginava, deu pano pra manga. Não falei com o Andye Iore, o pioneiro em publicar fanzines na cidade, por isso rolou um certo "stress". Ele publicou o The Wild Side de 1991 a 1994 e merecia ter sido ouvido. No entanto, existem fatores que complicam a vida de um repórter, os quais quem está de fora não tem nem idéia. Reconheço a importância do Andye. Conheci ele a partir de seu fanzine. Cheguei a ligar pedindo desculpas e me explicando. Entendo e respeito que ele tenha ficado puto (assim como eu fiquei quando vi que meu crédito não tinha saído na matéria), mas o ruim foram os posts na internet. O Bulga pegou leve: "FANZINES Mas olha o Angelo Rigon, o autor do blog mais lido da cidade: "Querendo mudar a história É preciso que se registre, em nome da boa e correta informação: O Diário
publicou reportagem sobre a volta dos fanzines e ignorou alguns fatos; basta ir neste link, do primeiro fanzine da cidade, não citado no texto do jornal, que , intencionalmente ou não, tenta alterar o processo histórico cultural da cidade. E os comentários: "Então, Zé. Li a matéria e fiquei bem triste. The Wild Side marcou época em Maringá e em minha vida também. Anderson Iore, Bertola, Toninho... "Não vi a matéria de O Diário. Mas o primeiro "fanzine", ou com outro nome na época, não foi criado pelo STRUET ? E os anônimos: "Realmente foi mancada do jornal, vi lá no link Rigon que tem até a participação do Lukas e o jornal poderia ter usado isso de forma positiva na matéria. Agora se o erro foi por falha da jornalista ou por imposição do jornal só para não citar outro jornalista do concorrente, é imperdoável de qualquer geito". "A repórter deveria ter se informado melhor e tentado conversar com amoçada da época. Deve ter vindo de fora (Londrina ?)e pesquisado a história da cidade. Me senti como o Lukas e também fiquei bem triste, assim como o Andye também deve ter ficado. Gente, eu não estou querendo mudar a história. eu não sou de Londrina. eu não sou podre nem barata, nem anti-jornalista. só isso. Escrito por Rachel Coelho às 21h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O pagamento pelas reportagens Andei fazendo umas matérias bacanas ultimamente. Nem todas foram publicadas. Sai amanhã na Vibe uma matéria sobre o pôquer, que está sendo cada vez mais praticado em Maringá, inclusive com campeonatos. O detalhe é que eu nem tenho idéia do que seja. Ou melhor: conversei com vários meninos que jogam e, confesso, acho que jamais aprenderia a jogar (mas deu para ter uma noção). Parece muito complicado para mim. Rs! Domingo sai uma reportagem sobre um projeto super interessante em Mandaguari. É a Comunidade Social Cristã Beneficente, mantida pelo médico Osvaldo Alves, de 73 anos. Na casa dele, crianças e jovens recebem aulas de pintura em tecido, crochê e artesanato. Ele construiu um barracão para aulas de teatro e projeções de cinema, há um laboratório à espera de um professor voluntário de fotografia e ainda rolam oficinas de literatura, além de futebol, volei e karatê. Estivemos lá e foi uma tarde muito agradável, com direito à café. Gostei do projeto e espero que só cresça e mude a vida de muita gente, como parece já estar acontecendo. Uma coisa legal é que várias matérias que eu tenho feito estão tendo alguma repercussão. Pessoas me ligam ou mandam e-mail com elogios ou comentários. Alguns ate foram publicados (elogio só um). Sem dúvida, a campeã de repercussão até agora foi a Vibe sobre Escotismo. Muita gente ligou pedindo o contato dos grupos escoteiros. A matéria sobre os índios também ficou legal. A Darcy, indicada ao Prêmio Nacional de Direitos Humanos, diz que foi a melhor reportagem que já fizeram sobre a Assindi. Não tem como não ficar feliz, porque eu acho esse o meu maior pagamento (mas dinheiro também é bom, viu??) Em uma das matérias, sobre feiras, conheci uma cega que toca pandeiro. Depois de muito bater papo, ao me despedir, ela me disse: "Gostei da tua aparência". Aí eu perguntei: "como?" Ela disse: "Eu não te vejo por fora, mas por dentro eu já te vi faz tempo". :) Quem pirou nessa história foi o Walther Fernandes. Ah! E eu comi tapioca pela primeira vez... foi nessa feira atrás do teatro, numa terça, ao lado de Walther e Vanilso. Era de doce de leite. Achei boa, mas um pouco enjoativa. Tem gente que eu gosto muito naquele jornal. Ivan, Walther, Douglas, Rafa, Ricardo Lopes, Arali, Massalli, Jary, Fonta, Daibert, Geordano ... pô, não dá pra citar todo mundo... rs! Escrito por Rachel Coelho às 22h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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